
(Foto retirada
daqui)
As recentes eleições na Venezuela revelaram-se como sendo uma uma enorme derrota politica para Hugo Chávez, apesar de todas as suas tentativas para moldar o sistema eleitoral à sua medida, conseguiu perder a maioria de dois terços que detinha no parlamento, tendo a oposição 52% dos votos.
O Comunismo Chavista no seu explendor.
Penso que a partir deste momento e perante esta vontade pública do povo da Venezuela, o Partido Comunista Português deverá repensar a sua posição face à democracia chavista!
Um General que é tão amigo do nosso primeiro-ministro.
Um General que criou um sistema eleitoral que lhe permite eleger quase 96 deputados (numa assembleia de 165) com 46,6% dos votos, com a principal organização da oposição obter 45.1%, conseguindo apenas 61 deputados. Como é possivel? Muito simples, atribuindo um maior número de deputados aos circulos eleitorais que lhe são favoráveis. Exemplo: os resultados mostram que a oposição é maioritária onde há maior concentração de eleitores no país: Zulia, Miranda, Carabobo, Lara, Aragua, e no Distrito Capital. Aqui estavam inscritos 9.319.360 venezuelanos (52% do total dos votantes). No entanto, estes 52 % de votantes só podem eleger 64 deputados (39 % do total dos deputados). Os 101 deputados restantes (61 % da Assembleia Nacional) foram escolhidos entre os eleitores dos 18 estados restantes e que perfazem 8.400.505 votantes (48 % dos eleitores do país).
"(Reuters) - Venezuela's opposition won a third of the seats in parliament and claimed a majority of the popular vote in elections on Sunday, boosting its hopes of besting President Hugo Chavez in a 2012 presidential poll.
Chavez's Socialist Party retained a majority in the 165-seat National Assembly. But it fell short of keeping at least the two-thirds it needed to pass major laws or make appointments to the Supreme Court and electoral authorities without support from its political foes.
As results came through on Monday, the newly united opposition Democratic Unity umbrella group said it had won 52 percent of the overall vote. If confirmed, that would be a symbolic blow to Chavez in the 12th year of his rule of South America's biggest oil exporter."