26/02/2008

Estado de Direito Democrático? Onde?

A ministra da Educação disse hoje, em Matosinhos, que "não há providências cautelares que possam interromper o processo de avaliação" dos professores (in Público).

Agora sim temos a certeza que as decisões dos tribunais são só para alguns... nem todos mostram respeito e obediência às decisões dos tribunais.
Uma providência cautelar é, tal como o nome indica, para obviar que um direito seja prejudicado ou ofendido, como tal suspende qualquer tipo de procedimento, neste caso administrativo.
São declarações confrangedoras vindas de uma pessoa que devia pugnar pelo príncipio da legalidade e pela democracia.
Só queria ter a tampinha dessa lata.

O Museu Virtual Aristides Sousa Mendes


Destituído do cargo por Oliveira Salazar por ter desobedecido a ordens e "desonrado" Portugal, Sousa Mendes morreu na miséria em 1954.

Pouco a pouco Portugal começa a ter sentido de gratidão para com um dos seus mais representativos cidadãos. O museu virtual Aristides Sousa Mendes foi inaugurado pelo presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, assinalando os 20 anos da decisão de reabilitação do diplomata pelo Parlamento.

Está um trabalho interessante e que merece uma visita.



Para visitar, clique aqui -> Museu Virtual de Aristides Sousa Mendes

24/02/2008

O Governo Sócrates está a celebrar o terceiro aniversário - Só falta um

O que à primeira vista parece uma má notícia, poderá ser lida de modo bem diferente e verificarmos que falta pouco mais de um ano para termos eleições legislativas. E aí sim podemos dar a resposta necessária ao actual nosso primeiro…
- Podemos livrar-nos do senhor que prometeu o referendo ao tratado europeu e não o fez; do socialista que fechou urgências por todo o país;
- Do senhor que defendeu e aprovou a legalização de inocentes;
- Do senhor que atingiu recordes de desemprego quando tinha prometido 150000 empregos (não disse é que ia perder-se mais de 250000 empregos);
- O senhor que fechou maternidades e quer fechar tribunais;
- O senhor que publicou um Estatuto da carreira docente dos professores que tinha como único e exclusivo motivo reduzir despesa e impedir que os docentes progredissem na carreira;
- O senhor que não sabe fazer conta e que continua a falar como se estivesse na oposição;
- O senhor que se incomoda com a manifestação de professores defendendo os seus direitos, um senhor que tirou uma licenciatura numa universidade que lhe permitiu tudo e mais alguma coisa, desde exames no mesmo dia e ao sábado;
- O senhor para qual a exigência é só para os outros;
- O senhor que colocou cidadãos em tribunal por o criticarem;
- O senhor que continua a culpar os governos do PSD, quando nos últimos onze anos estivemos oito anos com governos socialistas;
- O senhor que faz lembrar um outro senhor….

18/02/2008

Discriminação - Mais uma violação do Príncipio da Igualdade pelo nosso primeiro

"O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado considera discriminatório que os funcionários públicos tenham de descontar mais um por cento dos seus salários que os restantes trabalhadores para que lhes seja reconhecido o direito à protecção social em caso de desemprego. Por esta razão, o sindicato presidido por Bettencourt Picanço pediu ao Presidente da República que vete o Decreto-Lei número 187 sobre a Protecção no Desemprego na Administração Pública ou, pelo menos, que solicite a sua fiscalização preventiva pelo Tribunal Constitucional. A organização sindical alega que este decreto “viola o princípio da igualdade” ao fazer com que os funcionários descontem uma taxa social total de 12 por cento, enquanto os restantes trabalhadores descontam 11 por cento."in Correio da Manhã, 18/02/08

17/02/2008

E o Direito à Indignação??


É incrivel a forma como o nosso primeiro-ministro reage a uma concentração de pessoas convocadas por sms....


Correio da Manhã, 16/02/08


Dezenas de pessoas concentraram-se este sábado à porta da sede nacional do PS, no Largo do Rato (Lisboa), ao mesmo tempo que professores militantes do partido e o secretário-geral, José Sócrates, entravam para uma reunião. A manifestação foi convocada por SMS e visava a política educativa do Governo.


Alguns dos manifestantes disseram ser professores e que tinham sido convocados a partir de mensagens de telemóvel, alegando desconhecer quem enviou os SMS.José Sócrates já comentou a concentração, afirmando tratar-se de militantes de outros partidos. "Nunca tinha visto isto em tantos anos de democracia e considero absolutamente lamentável. São militantes de outros partidos, eu sei bem do que estou a falar", disse o secretário-geral.O Primeiro-ministro anunciou na sexta-feira que se reuniria na sede nacional do seu partido com professores socialistas de todos os distritos, com o objectivo analisar a política de educação do Governo.

16/02/2008

Que falta de educação

O incrível sucedeu.
A ministra da educação foi à Assembleia da República e reuniu com alguns alguns deputados do PS que questionaram-na sobre algumas das suas políticas daeducação.Confrontada com essas dúvidas o que faz a ministra... Responde ?Não...Acusa antes os deputados de ao colocarem dúvidas estarem a dar voz aos"professorezecos"...Assim mesmo, os "professorzecos".Vale a pena ? Vale ?Esta notícia foi publicada no Público, mas, por alguma razão, passoupraticamente despercebida, divulguem-na para que se perceba o calibredesta ministra.http://educar.files.wordpress.com/2008/01/ps.jpg

09/02/2008

Quem merecia ser avaliado?

A Providência cautelar interposta pelo Sindep (sindicato de professores) no Tribunal Administrativo de Lisboa foi aceite, bem como os seus efeitos suspensivos. O Ministério da educação tem assim dez dias para contestar o aceitamento.
O problema desta questão é o mesmo do serviço nacional de saúde, das finanças, da avaliação dos funcionários públicos, dos patrocínios oficiosos. O mal é sempre o mesmo: pôr o carro à frente dos bois. Mas, não só. É também exigir a todos que se comportem e sejam céleres, quando o próprio governo não se comporta e não é célere.
Na minha modesta opinião isto tem um nome, chama-se incompetência. Um ministério da educação exigir às escolas, exigir aos professores que procedam de acordo com portarias, despachos e circulares com que são bombardeados todos os dias. Burocratizando o sistema o sistema de ensino. Emperrando inclusivamente o bom funcionamento das escolas. E quando se trata de algo que deveria a ser o ministério a fazer , para espanto do comum dos mortais, não o faz a tempo encontrando-se ainda em atraso. Mas com desplante de exigir a todos os outros agentes de educação que não se atrasem.
No que diz respeito ao serviço nacional de saúde, vivemos de centros fechados, maternidades fechadas, urgências fechadas e serviços alternativos adiados ou ainda não implementados. Que mais se pode dizer

08/02/2008

Primeiro aniversário do referendo ao Aborto

No dia 11 de Fevereiro (próxima segunda-feira) faz um ano sobre o referendo do aborto. No dia 9 de Fevereiro, Sábado, entre as 10h30 e as 12h30, na Associação Comercial de Lisboa (na Rua das Portas de Santo Antão) encontrar-nos-emos naquilo que pretendemos seja um grande encontro do Não: dos que estivemos empenhados na campanha pelo país inteiro e numa grande demonstração de força de que queremos e nos empenhamos em reverter o resultado desse referendo. NÃO PODE FALTAR NENHUM DE NÓS! TRAGAM OS VOSSOS FILHOS, ENCHAM A CASA!

Durante o encontro procuraremos fazer um balanço deste ano (e da aplicação da lei) com intervenções da Presidente da Federação Portuguesa pela Vida, de um Médico (sobre as questões da Objecção de Consciência), de novas Associações e iniciativas, nascidas das movimentações cívicas do Não, e daremos conhecimento de um novo estudo sobre a questão do aborto. O encontro tem uma agenda e oradores interessantes, sendo também uma excelente ocasião de reencontro entre todos (aos amigos de fora de Lisboa pedimos que venham TODOS também e tragam as vossas faixas e "emblemas"). Não se esqueçam que (o outro lado provou-nos isso) ganha as batalhas desta guerra quem se mantiver acordado e souber conservar a pressão (ganhando espaço nos media e através destes nos políticos).

06/02/2008

A Vida e Obra do Padre António Vieira



Padre António Vieira, 400 anos
(excertos de uma pequena resenha da sua história por José Eduardo Franco)
"Jesuíta nascido a 6 de Fevereiro de 1608 ficou na história da literatura, da política e da Igreja Portuguesa
I - Padre António Vieira (1608-1697), nome grande da cultura, da literatura, da política e da Igreja Portuguesa.

António Vieira nasceu em Lisboa junto da Sé. Aos 6 anos teve que se transferir para o Brasil. Acompanhou com a família o seu pai que tinha sido destacado para desempenhar funções na Alfândega de Salvador da Baía, então capital daquela colónia portuguesa. Entrou para o colégio da Companhia de Jesus daquela cidade, desejando ser missionário e dedicar a vida à conversão dos ameríndios. Tornou-se jesuíta e evidenciou-se rapidamente como um mestre da palavra.

Brilha no Brasil como pregador de palavra competente, firme e incisiva. Os seus sermões de crítica social acusam a consciência dos poderosos, convertem populações indígenas, animam as tropas portuguesas contra as investidas da pirataria, particularmente das frotas holandeses e apelam para uma igreja mais evangélica.
Mas em 1641, proclamada a Restauração da Independência de Portugal, foi convidado a acompanhar a delegação enviada pelo vice-rei, Marquês de Montalvão, a fim de jurar fidelidade e reconhecimento ao monarca português, D. João IV. Em Lisboa teve a oportunidade de revelar os seus dotes oratórios como pregador e logo conquistou a admiração não só do povo, mas também do rei que o convidou para ser seu pregador pessoal. Foi então nomeado para o importante cargo de Pregador Régio, a fim de pregar regularmente à família real e à corte.
Instituído neste papel tão influente, desempenhou um papel decisivo no aconselha-mento político do governo do reino. A pertinência e inteligência das suas propostas causaram a admiração de muitos, mas também as hostilidades de alguns quantos instalados nos seus interesses. O rei, que o admirou sempre e lhe devotou uma amizade incondicional desde a primeira hora, incumbiu-o de missões diplomáticas extraordinárias nos chamados Países Baixos, na Holanda, para defender os interesses do Portugal restaurado e angariar meios para garantir a protecção dos territórios ultramarinos, com especial atenção para o grande território do Brasil.
Na sequência das suas viagens diplomáticas propôs uma série de projectos reformistas no plano económico e social. Merecem especial menção os seus projectos de criação de companhias comerciais monopolistas, à luz do modelo das companhias holandeses e inglesas. Estas propostas vieirianas anteciparam um século os projectos pombalinos de reforma da economia portuguesa.
Mais ousada e avançada para a época foram as suas propostas de reforma da Inquisição, particularmente visavam o fim das denúncias anónimas e do confisco de bens, a abolição da discriminatória distinção social entre cristãos-velhos e cristãos-novos e a concomitante apologia do regresso a Portugal dos judeus expulsos no século anterior. Acreditava que o nosso país tinha erradamente perseguido e dispensado um grupo social empreendedor que fez a grandeza do Portugal dos Descobrimentos. Os descendentes de judeus estavam então na Holanda com a sua conhecida capacidade de empreendimento económico a sustentar a expansão do emergente império holandês, enquanto Portugal jazia em dificuldades enormes para garantir a sobrevivência do seu império ultramarino agora à mercê de piratas e da cobiça conquistadora dos novos impérios europeus.
II - Aliando o seu idealismo evangélico ao pragmatismo político, Vieira criticou fortemente o poder e os métodos do Santo Ofício português que tinha excluído os descendentes de judeus e mouros, entretanto convertidos sob a designação de cristãos-novos. Aquele tribunal impedia aqueles grupos étnicos de contribuir para a afirmação do país. Desejava uma inquisição mais pedagógica e menos persecutória.
Em favor dos índios brasileiros apresentou propostas de reforma administrativa das aldeias missionárias, mais conhecidas por reduções ou aldeamentos missionários, de modo a conceder aos padres missionários poder não só espiritual mas também temporal sobre os missionandos. Pretendia assim proteger de forma mais eficaz as populações indígenas das frequentes incursões esclavagistas dos colonos.
Todavia, este jesuíta genial, que enchia as igrejas a abarrotar e esvaziava os teatros quando pregava, não foi compreendido por muitos dos seus contemporâneos, devido às suas propostas e à sua visão crítica da sociedade, da Igreja e do exercício do poder.
A Inquisição acabou por prendê-lo e condená-lo, depois da morte do seu protector D. João IV, nos anos 60 do século XVI. As razões alegadas para a sua condenação não só tiveram a ver com a sua defesa dos Judeus, mas também com o facto de ter concebido uma utopia universalista que sonhava uma nova era ecuménica de fraternidade e compreensão entre todos os povos, culturas e sensibilidades religiosas. Esta utopia ficou conhecida pelo nome de Quinto Império.
Com base na mensagem de Cristo idealizou para o mundo a construção de uma espécie de civilização do amor, onde o respeito e a fraternidade para com os outros, para com o diferente, assim como a relação harmónica com a natureza fossem as formas de estar quotidianas. A sua utopia cristã de reunião de todos os homens num abraço universal de paz é considerada a mais generosa utopia sonhada na Europa do seu tempo. Era uma utopia que propunha uma solução para os conflitos que se agudizavam em vários pontos do globo naquele tempo da emergente era da protoglobalização.
No entanto, a sua condenação pelo Santo Ofício português acabou por ser anulada pelo Papa, na sequência de uma viagem de peregrinação que Vieira fez a Roma no final da década de 60 e onde permaneceu depois até 1675. Durante a sua estadia em Roma, depois de ter aprendido rapidamente italiano, voltou a destacar-se como um pregador brilhante, de tal modo que conquistou a admiração do Papa e até da Rainha Cristina da Suécia então exilada com a sua corte na Cidade Eterna. O Sumo Pontífice convidou-o para pregar à corte papal, a Rainha Cristina quis insistentemente nomeá-lo seu pregador pessoal. Mas o desejo do grande pregador português não era ficar longe de Portugal por maior que fosse o prestígio dos convites de tão poderosos senhores europeus para permanência longe do seu país.
O Papa deixou-o regressar e fez mais do que Vieira poderia esperar: usou da sua autoridade para moderar os excessos da inquisição portuguesa. Reconhecendo as injustiças e erros praticados nos processos judiciais do tribunal, o Sumo Pontífice chegou a suspender a inquisição durante 7 anos (1675-1681), na sequência da apresentação provada dos relatórios críticos de António Vieira sobre os modos de procedimentos da Inquisição. Foi de facto Vieira quem pioneiramente contribuiu para que a inquisição fechasse as portas pela primeira vez em Portugal.
De regresso às terras lusas, Vieira desejava cumprir, nos últimos anos da sua vida, aquele que era o seu ideal de juventude: dedicar-se à evangelização dos índios. Volta então para o Brasil e volta a realizar expedições missionárias na Amazónia e a criar aldeias missionárias nos sertões brasileiros. Por fim será nomeado pelo Superior Geral para exercer as funções de Visitador das Missões do Norte do Brasil.
Vieira além de ter elevado a língua portuguesa a uma perfeição nunca vista, explorando ao máximo as suas capacidades de expressão, de polissemia, de subtileza, contribuiu para sonhar um futuro melhor para Portugal e para a humanidade, de tal modo que o historiador francês Raymond Cantel considerou-o, nos anos 60 do século XX, precursor dos projectos contemporâneos de criação de organismos internacionais para o entendimento entre os povos do mundo, como é o caso da ONU.
Vieira, figura maior da missionação, das relações entre Portugal e o Brasil e com a Europa, cantado pelos Brasileiros e considerado um luminar da literatura portuguesa e europeia do tempo do Barroco, é um português e um homem de igreja de coração universal cuja vida e obra ainda muito pode inspirar os nossos contemporâneos que desejam um mundo mais justo e fraterno. "


José Eduardo Franco, Historiador

05/02/2008

A não perder para quem estiver por perto

Evocação do IV Centenário do Nascimento
do
PADRE ANTÓNIO VIEIRA
( 6/02/1608 – 6/02/2008 )


Capela da Universidade
6 de Fevereiro 2008 – Quarta-feira – 21H15

Recital de órgão

Leitura dramatizada da Elegia de Camões
Se quando contemplamos as secretas…


Pregação do Primeiro Sermão de Quarta-feira de Cinzas,
do Padre António Vieira

Organista: Paulo Bernardino Actor: Paulo Mira Coelho

Organização:
Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos e Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos
UNIVERSIDADE DE COIMBRA

Protestos contra as FARC


Com a devida vénia, aqui publico uma notícia de pessoas sem medo de manisfestarem a sua opinião:

" Venezuela: Centenas manifestam-se contra as FARC em CaracasCentenas de pessoas, entre elas estudantes, políticos, colombianos e alguns portugueses, e outros estrangeiros, marcharam hoje em Caracas contra a guerrilha colombiana e exigiram a libertação dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Vestidos com t-shirts brancas e gritando palavras de ordem contra a guerrilha, os manifestantes concentraram-se na Praça Brión e na Avenida Francisco de Miranda (leste de Caracas), onde exibiram um grande cartaz com a mensagem «Não mais FARC».
Margarida Faria, uma das manifestantes, disse à Agência Lusa estar a participar na manifestação «porque há pessoas em mais de 160 cidades a mostrar repulsa pelas FARC» e porque «temos que ser solidários com os nossos irmãos colombianos e exigir a libertação de todos os reféns».
Na manifestação estavam vários líderes estudantis, entre eles Freddy Guevara, segundo o qual «o povo venezuelano não negoceia com terroristas», afirmou. «Há que procurar uma cooperação entre os dois exércitos para terminar com esse flagelo e não procurar confrontamentos entre os dois países (Venezuela e Colômbia)», adiantou.
Aquele responsável alertou que «enquanto se 'protegem' as FARC os venezuelanos morrem de fome e isso é hipocrisia».
Também o líder estudiantil universitário, Yon Goicochea, exortou a «terminar com os sequestros» e a «construir a esperança entre a Colômbia e a Venezuela», países que, disse, são vítimas das FARC.
Por outro lado, um grupo de 400 venezuelanos afluiu à Embaixada da Colômbia na Venezuela, em Campo Alegre (leste de Caracas), onde entregou ao embaixador Luís Fernando Marín um documento contra a proposta do Presidente Hugo Chávez de eliminar as FARC e o Exército de Libertação Nacional (ELN) da lista de organizações terroristas e conceder-lhes o estatuto de «forças beligerantes».
O acto de entrega do documento foi encabeçado por Milos Alcalay, ex-embaixador venezuelano na Organização das Nações Unidas (ONU), que explicou aos jornalistas que, em nome da organização de defesa dos direitos humanos «Grupo dos 400», manifestava discordar das «concessões» a «uma organização criminosa que tem 700 reféns, participa no narcotráfico e estabeleceu mecanismos de terror, mortes e assassínios».
As FARC são uma organização guerrilheira colombiana, que surgiu em 1964, de ideologia marxista-leninista e que tem entre 12.000 e 17.500 membros.
Mantêm em cativeiro, desde 13 Fevereiro de 2003, o luso-americano Marc Gonçalves, quando se despenhou o avião em que seguia com mais quatro companheiros, cumprindo uma missão de vigilância sobre cultivo de droga na selva colombiana de Caquetá, ao serviço de uma companhia privada contratada pelo governo norte-americano.
Os destroços do avião foram cercados por guerrilheiros das FARC que executaram os tripulantes Thomas Janis e Luis Alcides Cruz, levando como reféns Marc Gonsalves, Keith Stansell e Thomas Howes.
Criado em 1964, o ELN, com cerca de 4.000 homens, é o segundo movimento de guerrilha da Colômbia, precedido pelas FARC."
Diário Digital / Lusa
04-02-2008 18:34:00

29/01/2008

Mil e uma questões de uma democracia dita moderna


Quem tem medo das mil e uma questões de uma democracia moderna?

Quem tem medo do debate?
Será que o facto de um partido politico deter a maioria absoluta na Assembleia da República faz com que se afaste da possibilidade do diálogo, do debate, nomeadamente nos meios de comunicação social?
Porque é que os Presidentes da República apenas desempenham convenientemente o seu papal de fiel da balança, de contra poder construtivo ao Governo, quando estão no seu segundo mandato?
Porque será que a convivência entre o primeiro-ministro e o Presidente da República é sempre tão cordial no primeiro mandato do presidente?
Porque será que o senhor primeiro-ministro nunca mais foi ao Futebol? Terá sido aconselhado a isso?
Será por eventualmente estarem os estádios cheios de comunistas?
Eles nem gostam de futebol! Ou iriam ao futebol só de propósito para o assobiar?
Porque será que os comunistas não gostam de futebol?
Porque será que o Primeiro-ministro acha que todas as pessoas que apupam o Primeiro-ministro são comunistas?
Quem tem medo do bastonário da Ordem dos Advogados?
Porque será que ninguém se interessou realmente por estes assuntos que o senhor bastonário trouxe agora à discussão em praça pública?
Haverá alguém mais ou menos interessado na vida pública que não conheça casos destes?
Quem tem medo da moralização da politica?
Quem tem medo do futuro politico do bastonário?
A quem interessa a alteração da lei das autarquias locais?
Para quando a regionalização?
Para quando a responsabilização criminal da poluição?
Porque é que os políticos são todos de esquerda até irem para o poder, e depois aí fazem política ditas de direita?
Porque é que se branqueiam as políticas de esquerda?
Porque é que só existem ditaduras de esquerda?
Porque é quem viveu no bloco de leste não pode ouvir falar de comunismo?
O que é politica de esquerda?
O que é politica de direita?
O que é uma ditadura da maioria?
Porque é que a politica de esquerda nunca resultou em parte alguma do mundo?
Porque…
P.S. Parece que foi combinado, o post de ontem sobre o ministro da saúde.

27/01/2008

Baixar impostos?? Baixem os outros!!


Segundo notícia publicada no jornal "Sol" (http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=77694 ), menos de 20 câmaras municipais optaram por baixar o IRS aos seus munícipes.

Sem quaisquer câmaras CDU nessse pequeno grupo de 20, apenas PS e em particular uma maioria PSD. De ressaltar que do distrito de Setúbal não há nenhuma entre aquelas que procuraram desonerar os seus concidadãos. Depois de tanto pedir o abaixamento dos impostos, o PCP não o faz quando o poderia fazer. Não aproveita as oportunidades de o fazer.

"Faz o que eu digo não faças o que eu faço"

26/01/2008

O HOMEM DE CORAGEM E OS QUE TENTAM TAPAR O SOL COM A PENEIRA



O bastonário da Ordem dos Advogados diz que “há crimes sem castigo na hierarquia do Estado” e defende uma “investigação político--parlamentar às fortunas de alguns políticos”. O procurador-geral da República já determinou a abertura de um inquérito às declarações do advogado, coordenado por Cândida Almeida, e o CDS-PP vai chamá-lo ao Parlamento.

Marinho Pinto lançou a acusação em entrevista à Antena 1 mas recusou-se a avançar com nomes, situação que causou várias reacções de indignação contra a “generalização da suspeição”. Questionado pelo CM, o advogado de Coimbra explicou que estão em causa “situações que toda a gente vê”, dando como exemplo os casos de “membros do Governo que fazem negócios com empresas privadas e depois quando saem vão para administradores dessas empresas”. “Esbanja-se milhões de euros em pagamentos de serviços cuja utilidade é duvidosa e depois não há dinheiro para necessidades básicas”, acrescentou o advogado, dizendo que não é magistrado nem investigador e que não faz denúncias criminais, apesar de ter sido desafiado pelo ex-bastonário Rogério Alves e por Vitalino Canas, porta- -voz do PS. Marinho Pinto disse não ter provas mas apenas indícios, baseando-se em “situações públicas e notórias”: “Há uma criminalidade em Portugal, da mais nociva para o Estado e para a sociedade, que anda aí impunemente. Muitos exibem os benefícios e os lucros dessa criminalidade e não há formas de lhes tocar. Alguns até ocupam cargos relevantes no Estado Português.” O deputado do CDS Nuno Melo lembrou que o causídico de Coimbra “já não é apenas um advogado que faz declarações polémicas” e classificou as suas afirmações como “gravíssimas”. Recorde-se que, durante a campanha para a Ordem, Marinho também afirmou existirem “indícios” de que alguns advogados estariam “a dar cobertura a actividades menos transparentes de corrupção”, acusação que indignou a classe.

22/01/2008

Tristes realidades


Segundo fontes da Unicef morrem 10 milhões crianças/ano menores de 5 anos devido a doenças como a pneumonia e a malária, mas medidas simples conseguiriam salvar muitas dessas vidas, afirmou hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância. Mais de 26 mil crianças morrem todos os dias, a maior parte das quais de causas evitáveis.
A Unicef alertou que, apesar dos avanços recentes, a África, o sul da Ásia e o Médio Oriente não se encontram no caminho para cumprir a meta fixada pela ONU, de reduzir a mortalidade das crianças em dois terços entre 1990 e 2015, para menos de 5 milhões de mortes por ano.

As crianças dos países em desenvolvimento costumam sucumbir a infecções respiratórias ou diarréias, que não são fatais nos países ricos.
Muitas morrem também devido a sarampo e outras doenças que podem ser evitadas através de campanhas de vacinação.
A ingestão de água suja e as condições precárias de saneamento provocam ainda um grande número de doenças e de mortes, especialmente entre as crianças subnutridas.
No entanto, medidas simples e exequíveis, como o aleitamento materno, as vacinas e a colocação de redes mosquiteiras nas camas podem reduzir drasticamente o número de mortes entre as crianças, afirmou a Unicef.

SAP - Amora


Com a revolução e opressão que o Sistema Nacional de Saúde vem sendo alvo, o concelho do Seixal passou a ter apenas um Serviço de Atendimento Permanente localizado no Centro de Saúde de Amora, que deveria funcionar aparentemente entre as 8.00h e as 24.00h. Ontem pude constatar ao vivo que este sistema realmente deixa muito a desejar. O SAP de Amora tinha ontem dia 21de Janeiro, sem nenhum surto de gripe aparente, uma demora de duas horas e meia para o atendimento aos utentes. Uma sala de espera a abarrotar, cheia pelas costuras, cheia de pessoas doentes, cada uma com os seu problema onde seria o local ideal para uma pessoa ficar doente ou apanhar um vírus. Uma sala de espera sem condições para os utentes servindo apenas como sala de cultura e transmissão de vírus. Tínhamos assim uma espera de no mínimo de duas horas e meia pela frente. Ainda tive sorte, pois quem chegou depois das 22.00h já não pode entrar para ser atendido. Ou seja, por outras palavras o SAP de Amora fechou às 22.00h e não às 24.00. Agora percebo as palavras, veiculadas pelos meios de comunicação social, do Ministro da Saúde, em como nunca foi nem nuca irá a um SAP. Pois senhor ministro, mas isso não é para quem quer, é para quem pode.
Sem dúvida que se trata do socialismo no seu melhor.

20/01/2008

Cuba no es Libre


Hoje, mais uma vez, aqueles espoliados da liberdade de decidir, vão ter que ir às urnas, onde o voto não é obrigatório, mas onde não votar pode acarretar graves consequenciais. Claro que estou a falar do povo cubano. Aquele povo sofredor, mas sempre com uma cara alegre que não conhece ainda o verdadeiro sabor da liberdade. Aqui se vê a hipocrisia do Partido Comunista Português, para o qual existem boas ditaduras e más ditaduras. Já nem Saramago acredita nos seus camaradas.
Na eleição de hoje da Assembleia Nacional do Poder Popular vamos ter os cubanos chamados a votar, que são 8,3 milhões e um número de candidatos, já indigitados ou propostos pelas organizações de "massas", que é igual ao de vagas - 614.
Uma lista única em que Fidel é o primeiro da lista, mesmo que não apareça em público há longos meses. A democracia comunista no seu apogeu. Cuba no es libre.
Hasta cuando??

19/01/2008

Serão apenas rumores?


Em todo o concelho do Seixal, mas com particular frequência na freguesia da Aldeia de Paio Pires, ouvem-se pessoas a falar, "à boca fechada", sobre a poluição que resultou da siderurgia nacional. Fala-se de lagoas contaminadas, lençois de água contaminada, solos contaminados, problemas oncológicos... fala-se de muita coisa. Hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAH), BTEX (benzeno, tolueno, etilbenzeno, xileno), metais pesados, amónia, fenóis e cianetos foram os contaminantes encontrados no âmbito de um trabalho de investigação realizado na área da Siderurgia Nacional entre 1994-1996 pelo Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI). «A contaminação do solo é devida essencialmente às elevadas concentrações de PAH, principalmente a nível superficial. Pontualmente, da ordem das dezenas de milhar de mg/kg e em termos médios, da ordem dos 1100 mg/kg (peso seco)», segundo os dados da equipa de investigadores do INETI.
Não seria altura de esclarecer as populações?
E o estudo da Parque Expo? Como está o projecto de requalificação ambiental? O que já foi feito? E o Ministério do Ambiente investigar definitivamente este assunto?
E a Câmara Municipal do Seixal, não abre qualquer inquérito ao assunto?
Não seria bem melhor esclarecer o assunto em vez de se viver na incerteza?
A quem não interessa mexer no assunto??

Muitas interrogações e pouca procura de respostas!!

16/01/2008

Mais um atentado ao património natural da serra da Arrábida



O Supremo Tribunal Administrativo deu luz verde à co-incineração na cimenteira da Secil na Arrábida, permitindo que se recomece a queima de resíduos industriais perigosos em pleno Parque Natural da Arrábida, já dentro de três ou quatro dias (tanta urgência; deve ser altamente rentável).


Algo completamente descabido num país que se diz moderno fazendo parte da União Europeia. Realizar a co-incineração num empreendimento , já só por si um autêntico atentado ambiental. Não falando das explorações de pedra que têm vindo a esventrar a paisagem natural, e a mais alta falésia da Europa.


Mas, conforme noticiado pela TSF, segundo declarações do advogado das autarquias, Setubal, Palmela e Sesimbra, que considerou estranho que o relator do acórdão que autoriza a co-incineração no Outão seja o mesmo que tomou idêntica decisão relativamente a Souselas. A juntar a isto, a senhora Fernanda Rodrigues, do Movimento de Cidadãos pela Arrábida, ainda declarou ao Diário Digital, que estranha o facto de no orçamento para 2008, está inscrita uma verba para co-incineração antes mesmo de se conhecer a decisão do STA.


Ou, serão só ódios de estimação??

12/01/2008

Fazer as Contas


Afinal a previsão de inflação que serviu de base às negociações do Governo com os sindicatos da função pública estava errada, porquanto que o valor de 2,1% é inferior à melhor perspectiva de 2,3% de inflação para o ano de 2008.

Vamos ter assim novamente, a perda de poder de compra por parte dos trabalhadores da função pública, que na melhor das hipóteses se vai cifrar em 0,2%.

Se juntarmos a isto, o facto de neste ano a função pública começar a descontar 1% do seu vencimento para um Fundo de Desemprego (atente-se que os trabalhadores da função pública nunca tiveram direito a subsídio de desemprego, nomeadamente os contratados que assim estiveram dezenas de anos vinculados ao estado e de repente foram para a rua), vamos ter que a função pública vai perder em poder de compra pelo menos 1,2% em relação ao ano passado, onde já tinha perdido mais.

Os funcionários públicos continuam a ser os pobres coitados do nosso país.
Para camuflar tudo isto, e em príncipio, a retenção na fonte será menor, como será também depois necessáriamente menor o que se teria de receber.

10/01/2008

Mário Lino VS Alcochete

Escrever direito por linhas tortas!!

Aeroporto de Alcochete (Prévia e Preleminar)


O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, disse que fazer o novo aeroporto de Lisboa na margem Sul do rio Tejo seria «um projecto megalómano e faraónico», que não teria a aprovação de Bruxelas. Mais afirmou que um aeroporto na margem Sul do Tejo seria «uma espécie de Brasília do Norte do Alentejo», defendendo que «não é no deserto que se faz um aeroporto». Hoje teve que se calar e fazer figura de corpo presente na conferência de imprensa que marcou a decisão "prévia", "preliminar" da construção do aeroporto em Alcochete, mais própriamente me Canha.
Foi com risadas de fundo dos próprios jornalistas, presentes na sala, que o primeiro-ministro tentou tapar o sol com a peneira e justificar o facto de continuar em funções o Ministro Mário Lino.
Esperemos que a partir daqui este empreendimento de vital relevância para Portugal, tenha um percurso menos acidentado.

07/01/2008

Seixal promete a Salvaguarda do Sapal de Corroios (2001)

Será que se mudaram os tempos e consequentemente as verdades??

Uma segunda-feira calma... ou talvez não?


A Igreja portuguesa apelou aos juristas católicos para que se organizem numa rede de voluntários, de modo a prestar o maior apoio possivel aos reclusos, tal como os príncipios católicos/cristãos o exigem.
Não colocando em causa o trabalho dos advogados oficiosos, mas servindo para esclarecer as dúvidas dos reclusos e procurando encaminhá-los na sua integração social.
Nesse sentido, a Pastoral Prisional está em contacto com a Associação dos Juristas Católicos para promover uma rede de voluntários em cada diocese que possam dar apoio a reclusos ou a ex-reclusos.
Agora precisam-se voluntários.


A metalúrgica Lusider negou hoje a existência de um despedimento colectivo ilegal na empresa, explicando que ocorreu apenas o encerramento de uma linha de produção, com os trabalhadores a serem reafectos a outras linhas.
Em declarações à agência Lusa, fonte da Lusosider diz que decidiu descontinuar a linha de estanhagem electrolítica e o circuito de fabrico da Folha-de-Flandres a partir de 31 de Dezembro, dada a baixa competitividade do produto no mercado europeu, dando continuidade ao decidido em meados de 2006.
Os colaboradores afectos a essa linha foram «realocados», acrescenta a Lusosider.
Esta declaração surge depois de, a 30 de Dezembro, o Sindicato dos Metalúrgicos ter dito que iria recorrer ao governo contra um «despedimento colectivo ilegal» na Lusosider, que dizia poder abranger perto de um terço dos trabalhadores da siderúrgica, na sequência do encerramento de uma linha de produção.
Mas a verdade é que não foram renovadas dezenas de contratos, bem como chegaram a acordo com outros cujo o contrato ainda não tinha expirado.

06/01/2008

Notícias com interesse - È preciso muita Lata


Berardo e aliados compram acções BCP com crédito da CGDA Caixa Geral de Depósitos (CGD) concedeu financiamentos de cerca de 500 milhões de euros a vários accionistas do Banco Comercial Português (BCP) para que estes reforçassem a sua posição no capital do banco privado, noticia o jornal Público esta sexta-feira. Joe Berardo, Moniz da Maia e Teixeira Duarte estão entre esse grupo de investidores que obtiveram crédito do banco do Estado para comprar cerca 5% do BCP no primeiro semestre de 2007.
Estes investidores estiveram há duas semanas na primeira linha do apoio à candidatura de Carlos Santos Ferreira, que era o presidente da CGD, à liderança do BCP, lembra o jornal.
As operações, que são legais, foram aprovadas pelo Conselho de Crédito Alargado da Caixa, que era constituído por cinco administradores e incluía Santos Ferreira e Armando Vara, administrador que tinha o pelouro da concessão de crédito.
04-01-2008 7:14:11 in Diário Digital

http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?id_news=92017

13/10/2007

Será para Rir ou para Chorar!?



Proponho a todos uma pequena leitura rápida por diversos excertos de notícias dos últimos dia:





Expresso online - 2007-10-12


"BCPJardim perdoa dívida ao filho


Segundo ‘Expresso’ on-line, Filipe Jardim Gonçalves e os seus sócios beneficiaram de um perdão na sequência da falência das empresas que dirigiam. O filho do fundador do BCP garantiu que não houve situação de compadrio."





Correio da Manhã - 2007-10-13


"UNESCOManuel Maria Carrilho embaixador


O deputado socialista Manuel Maria Carrilho disse ontem ignorar a data em que assumirá o cargo de embaixador de Portugal na UNESCO."






Correio da Manhã - 2007-10-11
"Ganharam mesmo, ao abrigo do Artigo 257.º, número 2, do novo Código de Processo Penal. “Ao apresentarem-se tem de se partir do princípio de que não há perigo de fuga. E não podem assim ser detidos”, adianta ao CM fonte judicial. Nem sequer o homicida, que correu quatro rapazes à facada. Saiu segunda-feira da PJ e foi para casa. Espera agora por ser presente ao juiz.BASTA QUE SE ANTECIPEM À POLÍCIADisparou sobre a própria mulher, levou-a até ao hospital e entregou o revólver à PSP de Belém, Lisboa: à luz da nova Lei Penal é um homem livre, apenas porque se entregou. Foi este o primeiro caso depois de 15 de Setembro, quando o novo Código de Processo Penal entrou em vigor, e que o CM avançou duas semanas depois. A vítima não morreu “mas o crime é indiferente”, alertaram na altura fontes judiciais. A prova está agora no assalto da Ericeira, em que um rapaz de 22 anos não resistiu a um golpe de faca na barriga. “Agora fica à solta quem se antecipar ao mandado de captura – só tem de ser o próprio a apresentar-se à polícia”. Vai para casa e é notificado a comparecer em primeiro interrogatório judicial, “mas nunca antes de um mês depois”.

Seria bom que o Ministério da Justiça e o Ministério da Administração Interna divulgassem uma estatistica de arguidos condenados por crimes violentos e se encontram fugidos. Acho que muito boa gente iria ficar surpreendida da ineficácia demonstrada pelo sistema:só dois exemplos mediáticos, o "very-light" e o homicidio à porta de uma discoteca da 24 Julho, por parte de um segurança.
Será para rir ou chorar??

17/09/2007

Assumir a Responsabilidade


O final de manhã no Seixal ficou hoje marcado por uma notícia que veio de um dos lugares de maior prestigio do nosso concelho, o Tribunal de Família e Menores e de Comarca do Seixal. Onde em repetição do julgamento, o tribunal confirmou a indemnização aos pais da criança encontrada morta num esgoto perto da Ponte da Fraternidade.
Segundo a Agência Lusa: «O Tribunal do Seixal confirmou hoje o pagamento de uma indemnização de 250 mil euros por parte do município do Seixal aos pais da criança encontrada morta numa estação de esgotos da Arrentela em 1999.
A leitura do acórdão já tinha sido proferida em 13 de Julho de 2005, mas o pedido de recurso apresentado pela advogada do município ditou a repetição parcial do julgamento devido a falhas na gravação dos depoimentos das testemunhas.A decisão final da repetição parcial do julgamento ditou a manutenção integral do acórdão que já tinha sido proferido anteriormente, visto que, de acordo com o juiz do processo, "após cuidadosa análise os factos apresentados não ditaram alterações substanciais"."Em conclusão, o tribunal colectivo considerou findo o incidente de suprimento de irregularidades processuais, mantendo integralmente a decisão que consta no acórdão anteriormente proferido", pode ler-se no despacho.Advogado dos pais admite que "o caso não fica encerrado por aqui"O advogado dos pais da vítima mostrou-se satisfeito com o facto de o acórdão proferido em Julho de 2005 se ter mantido, apesar de saber que "o caso não fica encerrado por aqui".José Nóvoa Cortez mostrou-se resignado com a posição da Câmara Municipal do Seixal, adiantando que o caso deverá seguir até às mais altas instâncias antes de ficar completamente resolvido.O advogado da família tinha pedido, na altura do primeiro julgamento, uma indemnização global de 400 mil euros por dano-morte e pelos sofrimentos físicos e psíquicos sofridos pela criança e pelos pais da vítima.Apesar de o valor decretado ter sido substancialmente inferior, a mãe da criança não pondera recorrer da sentença, alegando que "a perda de um filho foi o mais penoso em todo este processo".Questionada sobre a possibilidade de processar o Estado português pela lentidão na resolução do caso — que ocorreu há quase dez anos, uma hipótese ponderada pela família anteriormente —, a mãe de Rogério Filipe assumiu que não irá avançar com o caso, precisamente devido à morosidade do sistema judicial."Isto já durou tanto tempo, se avançarmos com um processo judicial contra o Estado ainda se tornaria pior. Já estou cansada e quero é ver isto resolvido para ter paz e sossego", adiantou."Câmara de visita estava sem tampa há uns dias, por acto humano voluntário"O tribunal deu como provado que a criança — na altura com quatro anos de idade — caiu inadvertidamente numa câmara de visita da rede de esgotos do Seixal, junto à Ponte da Fraternidade.No despacho apresentado pelo colectivo de juízes pode ler-se que "a câmara de visita estava sem tampa há uns dias, por acto humano voluntário, facto que era conhecido de funcionários do município do Seixal, que não valorizaram devidamente a sua perigosidade para os transeuntes".No entanto, a impossibilidade de provar a identidade dos funcionários municipais envolvidos fez com que o único arguido do caso — o encarregado do Sector de Esgotos de Redes de Saneamento de então — fosse absolvido dos crimes de que era acusado." »


É minha modesta opinião, não tanto como jurista, mas mais como munícipe e cidadão do Seixal, que a Câmara Municipal não deveria recorrer desta decisão... Por mim seria sempre uma decisão corajosa, moralmente elogiosa da parte da edilidade do Municipio do Seixal assumir desde logo o pagamento desta indemnização.

06/09/2007

Modernos ou talvez não??

Modernos ou talvez não???

Depois do referendo ao Aborto eu pensava que já seríamos um país moderno. Como aqueles grandes países como a Holanda e Dinarmaca. Já se podia abortar sem isso ser crime.
Mas não. O Governo prepara-se para importar o modelo de “flexigurança” social que vigora na Dinamarca e Holanda (se importamos a IVG porque não esta também). Na prática, as regras tornam-se mais liberais nos despedimentos e nos horários de trabalho, mas a protecção social é reforçada para quem perde o emprego. Trata-se de uma liberalização, tal como foi a liberalização do Aborto. Inclusive importada dos mesmos países dos quais se disseram maravilhas aquando do referendo à IVG. Aquando do referendo do Aborto eram só maravilhas, e agora não??
O primeiro-ministro também já referiu por diversas vezes que o modelo dinamarquês deve servir de «inspiração» à reforma laboral portuguesa. Fonte oficial do Ministério do Trabalho afirmou que «Se vai haver ou não alguma coisa inspirada na Flexisegurança? Talvez, mas não é o modelo de flexisegurança». Pois não. Isso todos nós temos a certeza. A parte dos apoios sociais que garantem maior e melhor protecção em caso de desemprego, ou muito me engano, ou devem ser exactamente aí que vamos divergir. Pois mas se vem da Holanda e da Dinamarca tem de ser bom, ou talvez não

26/08/2007

Um bom exemplo


Há certas notícias que correm o risco de passarem despercebidas nas páginas da nossa comunicação social. No sentido de obviar a isso, e atendendo à importancia do tema, transcrevo aqui excertos de uma notícia do Diário de Notícias de 25 de Agosto de 2007.

"Câmara de Penalva do Castelo baixa IRS

A Câmara de Penalva do Castelo, no distrito de Viseu, decidiu ontem aproveitar a possibilidade dada na nova Lei das Finanças Locais para desagravar o IRS das pessoas com domicílio fiscal no concelho.O artigo 20º da Lei das Finanças Locais estipula que "os municípios têm direito, em cada ano, a uma participação variável até cinco por cento no IRS dos sujeitos passivos com domicílio fiscal na respectiva circunscrição territorial, relativa aos rendimentos do ano imediatamente anterior". Na reunião de ontem o executivo deliberou, por unanimidade, baixar em 2,5 por cento o IRS das pessoas de Penalva do Castelo, uma decisão anunciada pela rádio local No Ar. Fonte da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) disse à Lusa não ter conhecimento de que outras autarquias tenham já usado esta possibilidade e considera este caso "um bom desafio para o Governo". "

O presidente da autarquia, Leonídio Monteiro (PSD-CDS/PP), que há muito defende a discriminação positiva dos concelhos desfavorecidos, disse à Lusa que quis precisamente dar esse "sinal" ao Governo. "Tendo eu esta possibilidade, não tive qualquer dúvida de avançar, embora seja um paliativo muito pequeno, apenas 50 por cento sobre o que a Câmara pode decidir, que são cinco por cento."Leonídio Monteiro disse esperar que o Governo "retire um bom exemplo de uma autarquia estabilizada, que tem poucas receitas", mas "dessas poucas entendeu que devia abdicar de algumas em benefício da generalidade das pessoas que pagam impostos em Penalva".

Ora aí está um bom exemplo para o concelho do Seixal. Haverá coragem??

20/08/2007

Apito na Justiça!!


Não é para falar de futebol que escrevo aqui hoje.
É antes para falar de algo que deve ser tido como um dos alicerces da nossa sociedade, do nosso estado de direito democrático. O nosso Sistema Judicial.
Anda meio mundo muito preocupado com a saída do treinador Fernando Santos do Benfica. Com toda esta azáfama foi completamente relegada para 2.º plano uma notícia que deveria merecer a preocupação de todos nós. Quer sejamos adeptos de um clube qualquer, ou nem gostemos de futebol.

Para os mais distraídos, e com a devida vénia, transcrevo um excerto de uma notícia do jornal Correio da Manhã de 20/08/07

«Justiça: Novas queixas em investigação
Magistrados muito próximos do FC Porto

A investigação a cargo do magistrado Agostinho Homem, nomeado pelo Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, para investigar a denúncia sobre o comportamento do DIAP do Porto na condução do processo ‘Apito Dourado, está directamente relacionada com o comportamento de magistrados.

Um deles é acusado de ter uma relação de alegada proximidade com o FC Porto, sendo assíduo no Estádio do Dragão e também passageiro frequente nas viagens ao estrangeiro com o clube azul e branco…

PROVAS SUFICIENTES
A equipa de Maria José Morgado contesta desde a primeira hora a forma como foram arquivados os dois casos de corrupção que visavam Pinto da Costa. Ambos os processos já tinham passado pelo crivo de magistrados da Relação e em todos os recursos os mesmos haviam validado os indícios.A argumentação utilizada para sustentar o arquivamento também foi considerada “clubista” e o depoimento de Carolina Salgado acabou assim por ser fundamental para que os casos fossem reabertos.No entanto, diversas fontes contactadas pelo CM garantem que o processo não está dependente das afirmações da ex-companheira de Pinto da Costa, já que no mesmo há abundante prova. O que significa que aquele acabou por servir apenas para “salvar” a acusação, que não podia ser retomada sem que existisse um facto novo considerado relevante.”»

O preocupante, não é tratar-se o Benfica,do Porto ou do Boavista.O preocupante é o levantar de uma suspeita sobre a justiça portuguesa e todo o seu sistema judicial.
Uma suspeita sobre a Magistratura do Ministério Público, que em princípio, num estado de direito democrático deveria ser à prova de qualquer tipo de influência ou pressão. Deveria ser completamente Independente, procurando apenas atingir a justiça e a verdade.
Ao contrário que muitos pensam, o Ministério Público não tem apenas o dever de acusar, de defender o Estado. Tem sim, o superior dever de aplicar as leis, procurar a verdade e fazer justiça.
Algo vai mal no Reino da Justiça.

Constituição da República Portuguesa
CAPÍTULO IV


Ministério Público

Artigo 219.º
(Funções e estatuto)
1. Ao Ministério Público compete representar o Estado e defender os interesses que a lei determinar, bem como, com observância do disposto no número seguinte e nos termos da lei, participar na execução da política criminal definida pelos órgãos de soberania, exercer a acção penal orientada pelo princípio da legalidade e defender a legalidade democrática.
2. O Ministério Público goza de estatuto próprio e de autonomia, nos termos da lei.
3. A lei estabelece formas especiais de assessoria junto do Ministério Público nos casos dos crimes estritamente militares.
4. Os agentes do Ministério Público são magistrados responsáveis, hierarquicamente subordinados, e não podem ser transferidos, suspensos, aposentados ou demitidos senão nos casos previstos na lei.
5. A nomeação, colocação, transferência e promoção dos agentes do Ministério Público e o exercício da acção disciplinar competem à Procuradoria-Geral da República.
Artigo 220.º
(Procuradoria-Geral da República)
1. A Procuradoria-Geral da República é o órgão superior do Ministério Público, com a composição e a competência definidas na lei.
2. A Procuradoria-Geral da República é presidida pelo Procurador-Geral da República e compreende o Conselho Superior do Ministério Público, que inclui membros eleitos pela Assembleia da República e membros de entre si eleitos pelos magistrados do Ministério Público.
3. O mandato do Procurador-Geral da República tem a duração de seis anos, sem prejuízo do disposto na alínea m) do artigo 133.º.

Apertar Ainda Mais o Cinto




Este governo gere os destinos do país actualmente, parece conhecer como única e exclusiva medida económica o chamado “apertar do cinto”, que penaliza sobretudo a classe média portuguesa.
Tendo como “target” toda a função pública, recorreu de diversos estratagemas, sendo o seu preferido a alteração de estatutos e carreiras, que visando única e exclusivamente poupar dinheiro, retirada de direitos dos trabalhadores, enxovalhamento público dos trabalhadores.
E fê-lo com mestria. De modo a aproveitar as invejas tão características dos portugueses. Fê-lo acompanhado com uma máquina de relações públicas extraordinária. Com uma capacidade quase maquiavélica. Tudo bem programado, para depois ser executado. Fê-lo com a conivência de muitos jornalistas, muitos meios de comunicação social, que agora gritam a plenos pulmões por ajuda, na luta contra uma tal Lei da liberdade de imprensa. Meios de comunicação que passavam muitas vezes de excertos de estudos sobre determinada classe de trabalhadores. Sejam militares, polícias, professores ou funcionários públicos. Tornou-os em preguiçosos, ociosos demasiadamente bem remunerados. Tornou-os em números. Esquecendo-se que cada um deles tem uma família, tem amigos, tem um nome.
Manietou de tal forma a opinião pública que os trabalhadores do privado acham que os funcionários públicos não fazem nada, que os professores pouco trabalham e que são demasiadamente bem pagos. E claro “regalias” a mais. E baseia toda a sua força procurando explorar a tão portuguesa inveja.
Os professores acham que os polícias não fazem nada. Os polícias acham que os funcionários públicos nada fazem. E todos acham que os outros estão demasiadamente bem pagos. E claro o trabalhador no chamado sector privado, que acha que é ele que sustenta o país, apesar de muitas vezes nem pagar impostos, por auferir o ordenado mínimo toda a vida, e receber em subsídios e prémios, bem como senhas de refeição (que normalmente é três vezes superior ao praticado no sector público). Que não se apercebem que o mesmo molde usado pelo engenheiro Sócrates para os trabalhadores do sector público irá ser aplicado a eles pelos seus patrões, que já reclamam mudanças na legislação laboral de modo a que certas particularidades também possam ser aplicadas no sector privado.
Dividir para reinar. Tão simples como isto. E com isto atingir os seus objectivos quase sem se “chamuscar”.

17/08/2007

Copo meio cheio... ou meio vazio??(A Falácia dos números)

Em todos os serviços informativo das televisões passou a notícia que segundo os dados do Inquérito ao Emprego relativos ao segundo trimestre do ano hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística,o desemprego atinge os 7,9% no segundo trimestre.
Até aqui a notícia foi consensual.
Só que o título da mesma notícia, exactamente com os mesmos dados, era-lhe dada nomenclatura completamente oposta. Enquanto dois canais, que transmitem em sinal aberto, tinham como título de notícia que o "desemprego tinha subido"... um outro tinha exactamente a mesma noticia, mas com cariz diametralmente oposto: "O desemprego baixou".
Parece estranho tão díspares opções editoriais.
A verdade é que entre Abril e Junho, a taxa de desemprego estimada ascendeu aos 7,9%, sendo superior em 0,6 pontos percentuais aos valores registados no mesmo trimestre de 2006 (ou seja, a chamada taxa de desemprego homóloga), mas inferior em 0,5 pontos percentuais à taxa observada no primeiro trimestre do ano.
Por outras palavras, se atendermos apenas aos dois primeiros trimestres de 2007, é claro que se registou uma descida da taxa de desemprego do primeiro para o segundo. Mas, se por outro lado, atendermos ao que acontceu na mesma altura do ano em 2006, ou seja há exactamente um ano atrás, a taxa de desemprego agora registada é claramente superior (taxa de desemprego homóloga).
Se tivermos em conta que em todos os anos, do primeiro para o segundo trimestre, se regista normalmente uma diminuição da taxa de desemprego, que tem a haver com o chamado emprego sazonal ligado ao sector da hotelaria, restauração e turismo, facilmente compreendemos que a nossa situação deve ser analidsada tendo em conta o que se passou no mesmo período de tempo no ano anterior. E nesse campo, os resultados não são bons.
A falácia dos números e as leituras que se podem fazer deles. Para uns, o copo está meio cheio... para outros o copo está meio vazio.

29/07/2007

Radioactividade preocupa no Seixal



Radioactividade preocupa no Seixal
2007-07-29 - 13:14:00 (Correio da Manhã)




O PCP denunciou este domingo a existência de sucata radioactiva depositada a céu aberto na Siderurgia do Seixal.
"Em declarações à TSF, o deputado Francisco Lopes afirma que se pode estar perante um problema de saúde pública, não só para os trabalhadores da Siderurgia, mas também para a população em geral.O deputado comunista já pediu esclarecimentos aos Ministérios da Economia e do Ambiente. Francisco Lopes quer saber se a matéria prima excede os níveis de radioactividade permitidos por lei."



Na minha modesta opinião seria bom, de uma vez por todas, nem que fosse para esclarecer algumas dúvidas, fazer um levantamento sobre a incidência de doenças oncológicas nas populações de Paio Pires e Casal de Santo António. Igualmente, realizar um estudo sobre radioactividade e matérias prejudiciais no espaço envolvente a toda antiga Siderurgia Nacional. Dizem que há espaços que vão ser urbanizados.

Se calhar é melhor precaver.
Só para tirar as dúvidas...

A questão...do social...(coragem)

João Carlos Gouveia critica políticas sociais
Novo líder do PS-Madeira acusa Governo da República de insensibilidade
28.07.2007 - 20h18 Lusa

O presidente eleito do PS-Madeira, João Carlos Gouveia, acusou hoje o Governo de José Sócrates de manifestar insensibilidade social em relação às famílias desfavorecidas e pediu ao partido que ouça a estrutura regional.
"O PS-Madeira orgulha-se de integrar o PS, mas isso não impede a estrutura regional e os seus órgãos de discordarem de algumas políticas do PS nacional", afirmou João Carlos Gouveia, ao apresentar a sua Moção Política Global de Orientação Regional "Um compromisso para o futuro", durante os trabalhos do XIII Congresso Regional do PS-Madeira.Para além de defender uma melhor comunicação entre as estruturas regional e nacional do partido, João Carlos Gouveia considerou que "o PS-Madeira tem de se fazer ouvir a propósito das questões regionais quando estas são discutidas nos órgãos nacionais do PS".Na sua intervenção, João Carlos Gouveia manifestou-se "contra os reflexos que os ataques, por parte do Governo da República, aos direitos sociais têm nas famílias e na economia da Região Autónoma da Madeira". "Sem questionarmos a necessidade de algumas medidas impopulares, como a idade da reforma na função pública ou outras alterações na Segurança Social, o Governo da República tem vindo a manifestar insensibilidade em relação a cidadãos desfavorecidos", disse também o novo presidente dos socialistas madeirenses."Funcionários públicos são humilhados""A economia tarda a absorver os milhares de desempregados, enquanto continuam a falir empresas, que empurram para o desespero cidadãos com nome próprio e não simples números para o trabalho estatístico. Os funcionários públicos são humilhados como se eles próprios fossem responsáveis pelo excesso de funcionários públicos ou pela criação do seu posto de trabalho", acrescentou João Carlos Gouveia. O novo líder considerou igualmente que o PS-Madeira precisa escolher um caminho para "efectuar uma reforma profunda" da sua actividade partidária, tendo defendido a realização de uma convenção, a activação do conselho consultivo e a criação de um gabinete de estudos."O PS-Madeira deve mobilizar-se para os combates políticos, propondo um projecto socialista para a Madeira", referiu João Carlos Gouveia. "O projecto socialista para a Madeira implica a despartidarização da administração pública regional e o fomento da participação da sociedade civil na vida política da Madeira, com reforço da cidadania activa e da cultura cívica dos madeirenses", afirmou ainda o presidente eleito do PS-Madeira. O XIII Congresso Regional do PS-Madeira termina amanhã com a eleição dos órgãos regionais do partido, participando na sessão de encerramento o dirigente nacional do PS Augusto Santos Silva, que é também ministro dos Assuntos Parlamentares.

28/07/2007

Assembleia vai pedir pareceres a juristas sobre eventual inconstitucionalidade da lei Aborto


A Assembleia Legislativa da Madeira aprovou, hoje, um projecto de resolução da autoria do PSD-M solicitando pareceres jurídicos a "reputados constitucionalistas" para instrução do pedido de inconstitucionalidade à Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) e à respectiva Portaria.

O Grupo Parlamentar do PSD-M solicita aqueles pareceres porque, em ambos os documentos, e segundo o projecto de resolução, não foi respeitado o direito de audição dos órgãos de governo próprio da Região, nomeadamente a Assembleia Legislativa.

O parlamento madeirense chumbou, por outro lado, o projecto de decreto legislativo regional apresentado pelo BE-M que adaptava e regulamentava à Região Autónoma da Madeira a lei n/o 16/2007, de 17 de Abril, que define a exclusão da ilicitude nos casos de Interrupção Voluntária da Gravidez", diploma que visava colmatar a omissão existente na lei da IVG fazendo com que, assim, esta pudesse entrar de imediato em vigor na Região.

O projecto de resolução foi votado favoravelmente pelos deputados do PSD-M e do CDS/PP-M e acolheu os votos contra do PS-M, PND-M, BE-M e PCP-M e a abstenção do MPT-M.

O projecto de decreto legislativo regional foi chumbado pelos deputados do PSD-M e do CDS/PP-M e obteve os votos favoráveis do PS-M, BE-M, PCP-M, PND-M e MPT-M.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2007-07-24 16:00:03

Direitos, liberdades e garantias pessoais

Artigo 24.º
(Direito à vida)

1. A vida humana é inviolável.
2. Em caso algum haverá pena de morte.

25/07/2007

Um Grande Artigo de Opinião

A crítica é olhada com suspeita, o seguidismo transformado em virtude
Contra o medo, liberdade
24.07.2007 - 23h15 , Manuel Alegre (in Público)
Nasci e cresci num Portugal onde vigorava o medo. Contra eles lutei a vida inteira. Não posso ficar calado perante alguns casos ultimamente vindos a público. Casos pontuais, dir-se-á.
Mas que têm em comum a delação e a confusão entre lealdade e subserviência. Casos pontuais que, entretanto, começam a repetir-se. Não por acaso ou coincidência. Mas porque há um clima propício a comportamentos com raízes profundas na nossa história, desde os esbirros do Santo Ofício até aos bufos da PIDE. Casos pontuais em si mesmos inquietantes. E em que é tão condenável a denúncia como a conivência perante ela. Não vivemos em ditadura, nem sequer é legítimo falar de deriva autoritária. As instituições democráticas funcionam. Então porquê a sensação de que nem sempre convém dizer o que se pensa? Porquê o medo? De quem e de quê? Talvez os fantasmas estejam na própria sociedade e sejam fruto da inexistência de uma cultura de liberdade individual.Sottomayor Cardia escreveu, ainda estudante, que "só é livre o homem que liberta". Quem se cala perante a delação e o abuso está a inculcar o medo. Está a mutilar a sua liberdade e a ameaçar a liberdade dos outros. Ora isso é o que nunca pode acontecer em democracia. E muito menos num partido como o PS, que sempre foi um partido de homens e mulheres livres, "o partido sem medo", como era designado em 1975. Um partido que nasceu na luta contra a ditadura e que, depois do 25 de Abril, não permitiu que os perseguidos se transformassem em perseguidores, mostrando ao mundo que era possível passar de uma ditadura para a democracia sem cair noutra ditadura de sinal contrário.Na campanha do penúltimo congresso socialista, em 2004, eu disse que havia medo. Medo de falar e de tomar livremente posição. Um medo resultante da dependência e de uma forma de vida partidária reduzida a seguir os vencedores (nacionais ou locais) para assim conquistar ou não perder posições (ou empregos). Medo de pensar pela própria cabeça, medo de discordar, medo de não ser completamente alinhado. No PS sempre houve sensibilidades, contestatários, críticos, pessoas que não tinham medo de dizer o que pensam e de ser contra quando entendiam que deviam ser contra. Aliás, os debates desse congresso, entre Sócrates, eu próprio e João Soares, projectaram o PS para fora de si mesmo e contribuíram em parte para a vitória alcançada nas legislativas. Mas parece que foram o canto do cisne. Ora o PS não pode auto-amordaçar-se, porque isso seria o mesmo que estrangular a sua própria alma.Há, é claro, o álibi do Governo e da necessidade de reduzir o défice para respeitar os compromissos assumidos com Bruxelas. O Governo é condicionado a aplicar medidas decorrentes de uma Constituição económica europeia não escrita, que obriga os governos a atacar o seu próprio modelo social, reduzindo os serviços públicos, sobrecarregando os trabalhadores e as classes médias, que são pilares da democracia, impondo a desregulação e a flexigurança e agravando o desemprego, a precariedade e as desigualdades. Não necessariamente por maldade do Governo. Mas porque a isso obriga o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) conjugado com as Grandes Orientações de Política Económica. Sugeri, em tempos, que se deveria aproveitar a presidência da União Europeia para lançar o debate sobre a necessidade de rever o PEC. O Presidente Sarkozy tomou a iniciativa de o fazer. Gostei de ouvir Sócrates a manifestar-se contra o pensamento único. Mas é este que condiciona e espartilha em grande parte a acção do seu Governo.Não vou demorar-me sobre a progressiva destruição do Serviço Nacional de Saúde, com, entre outras coisas, as taxas moderadoras sobre cirurgias e internamentos. Nem sobre o encerramento de serviços que agrava a desertificação do interior e a qualidade de vida das pessoas. Nem sobre a proposta de lei relativa ao regime do vínculo da Administração Pública, que reduz as funções do Estado à segurança, à autoridade e às relações internacionais, incluindo missões militares, secundarizando a dimensão administrativa dos direitos sociais. Nem sobre controversas alterações ao estatuto dos jornalistas em que têm sido especialmente contestadas a crescente desprotecção das fontes, com o que tal representa de risco para a liberdade de imprensa, assim como a intromissão indevida de personalidades e entidades na respectiva esfera deontológica. Nem sobre o cruzamento de dados relativos aos funcionários públicos, precedente grave que pode estender-se a outros sectores da sociedade. Nem ainda sobre a tendência privatizadora que, ao contrário do Tratado de Roma, onde se prevê a coexistência entre o público, o privado e o social, está a atingir todos os sectores estratégicos, incluindo a Rede Eléctrica Nacional, as Águas de Portugal e o próprio ensino superior, cujo novo regime jurídico, apesar das alterações introduzidas no Parlamento, suscita muitas dúvidas, nomeadamente no que respeita ao princípio da autonomia universitária. Todas estas questões, como muitas outras, são susceptíveis de ser discutidas e abordadas de diferentes pontos de vista. Não pretendo ser detentor da verdade. Mas penso que falta uma estratégia que dê um sentido de futuro e de esperança a medidas, algumas das quais tão polémicas, que estão a afectar tanta gente ao mesmo tempo. Há também o álibi da presidência da União Europeia. Até agora, concordo com a acção do Governo. A cimeira com o Brasil e a eventual realização da cimeira com África vieram demonstrar que Portugal, pela História e pela língua, pode ter um papel muito superior ao do seu peso demográfico. Os países não se medem aos palmos. E ao contrário do que alguém disse, devemos orgulhar-nos de que venha a ser Portugal, em vez da Alemanha, a concluir o futuro Tratado europeu. Parafraseando um biógrafo de Churchill, a presidência portuguesa, na cimeira com o Brasil, recrutou a língua portuguesa para a frente da acção política. Merece o nosso aplauso.Oque não merece palmas é um certo estilo parecido com o que o PS criticou noutras maiorias. Nem a capacidade de decisão erigida num fim em si mesma, quase como uma ideologia. A tradição governamentalista continua a imperar em Portugal. Quando um partido vai para o Governo, este passa a mandar no partido, que, pouco a pouco, deixa de ter e manifestar opiniões próprias. A crítica é olhada com suspeita, o seguidismo transformado em virtude.Admito que a porta é estreita e que, nas circunstâncias actuais, as alternativas não são fáceis. Mas há uma questão em relação à qual o PS jamais poderá tergiversar: essa questão é a liberdade. E quem diz liberdade diz liberdades. Liberdade de informação, liberdade de expressão, liberdade de crítica, liberdade que, segundo um clássico, é sempre a liberdade de pensar de maneira diferente. Qualquer deriva nesta matéria seria para o PS um verdadeiro suicídio. António Sérgio, que é uma das fontes do socialismo português, prezava o seu "querido talvez" por oposição ao espírito dogmático. E Antero de Quental chamava-nos a atenção para estarmos sempre alerta em relação a nós próprios, porque "mesmo quando nos julgamos muito progressistas, trazemos dentro de nós um fanático e um beato". Temo que actualmente pouco ou nada se saiba destas e doutras referências.Não se pode esquecer também a responsabilidade de um poder mediático que orienta a agenda política para o culto dos líderes, o estereótipo e o espectáculo, em detrimento do debate de ideias, da promoção do espírito crítico e da pedagogia democrática. Tenho por vezes a impressão de que certos políticos e certos jornalistas vivem num país virtual, sem povo, sem história nem memória. Não tenho qualquer questão pessoal com José Sócrates, de quem muitas vezes discordo mas em quem aprecio o gosto pela intervenção política. O que ponho em causa é a redução da política à sua pessoa. Responsabilidade dele? A verdade é que não se perfilam, por enquanto, nenhumas alternativas à sua liderança. Nem dentro do PS nem, muito menos, no PSD. Ora isto não é bom para o próprio Sócrates, para o PS e para a democracia. Porque é em situações destas que aparecem os que tendem a ser mais papistas que o Papa. E sobretudo os que se calam, os que de repente desatam a espiar-se uns aos outros e os que por temor, veneração e respeitinho fomentam o seguidismo e o medo. Sei, por experiência própria, que não é fácil mudar um partido por dentro. Mas também sei que, assim como, em certos momentos, como fez o PS no verão quente de 75, um partido pode mobilizar a opinião pública para combates decisivos, também pode suceder, em outras circunstâncias, como nas presidenciais de 2006 e, agora, em Lisboa, que os cidadãos, pela abstenção ou pelo voto, punam e corrijam os desvios e o afunilamento dos partidos políticos. Há mais vida para além das lógicas de aparelho. Se os principais partidos não vão ao encontro da vida, pode muito bem acontecer que a recomposição do sistema se faça pelo voto dos cidadãos. Tanto no sentido positivo como negativo, se tal ocorrer em torno de uma qualquer deriva populista. Há sempre esse risco. Os principais inimigos dos partidos políticos são aqueles que, dentro deles, promovem o seu fechamento e impedem a mudança e a abertura. Por isso, como em tempo de outros temores escreveu Mário Cesariny: "Entre nós e as palavras, o nosso dever falar." Agora e sempre contra o medo, pela liberdade.

22/07/2007

Fecho dos SAP's de Corroios e Seixal



Os serviços de atendimento permanente (SAP) dos postos médicos do Seixal e de Corroios encerraram, ficando um só SAP a servir a população do concelho do Seixal.
O encerramento foi levado a cabo de um dia para o outro, sem quaisquer explicações, quer à comissão de utentes quer aos órgãos autárquicos.
Com esta medida, o posto médico de Amora, único que se mantém em serviço permanente, irá abranger todos os habitantes do concelho do Seixal, cerca de 165 mil pessoas, no período entre as 20h00 e as 24h00.
O argumento utilizado foi o de falta de médicos. O director clínico de Saúde de Sesimbra e do Seixal, Jorge Domingues, afirmou: “não tínhamos médicos disponíveis para assegurar os dois SAP, de Corroios e do Seixal”, confessando, na quarta-feira passada, que houve uma decisão para acelerar o encerramento.
No Seixal, Corroios e também Sesimbra, os centros de saúde funcionam entre as 08h00 e as 20h00. A partir dessa hora e até às 00h00 a população terá de se deslocar à freguesia de Amora. Já entre a meia-noite e as 08h00 há que recorrer à urgência do Hospital Garcia de Orta, em Almada.
A distância, a falta de transporte público e o preço dos bilhetes são os principais argumento dos populares. Além disso, o Centro de Saúde de Amora passa a concentrar o atendimento de 165 mil pessoas, 50 mil das quais sem médico de família. Não nos parece crível que o atendimento no SAP de Amora, que agora já não é bom, que venha a melhorar a sua qualidade.
Cada vez mais os critérios economicistas sobrepõem-se aos critérios sociais e humanos.
Gastam-se milhões de euros a matar, a fazer Abortos, e para tal fecham-se maternidades e serviços de atendimento permanente.

Ricardo Araujo comenta o novo equipamento do benfica (Cor de

15/07/2007

AS SETE MARAVILHAS DO SEIXAL


A Grande Muralha da China, Petra (Jordânia), Cristo Redentor (Brasil), Machu Picchu (Peru), Chichén Itzá (México), Coliseu de Roma (Itália) e Taj Mahal (Índia) são as novas Sete Maravilhas do Mundo escolhidas por mais de cem milhões de pessoas.
Há quem diga e se refira, ao espantoso número de cem milhões de votos como sendo uma imensa participação. Não é essa a minha opinião. No meu ponto de vista houve sim uma enorme abstenção, quase cinco Biliões de pessoas não votaram…apenas cem milhões votaram… trata-se, sem dúvida, de uma enorme abstenção.
As Sete Maravilhas foram escolhidas entre 21 candidatas, através da Internet, SMS ou linhas telefónicas de número acrescentado nos países que participaram na iniciativa, cuja cerimónia final decorreu no Estádio da Luz, em Lisboa.
É natural tamanha abstenção, tal como é natural que certas maravilhas do mundo não sejam tão maravilhosas.
Mas, vamos ao que interessa. Não deixou de ser uma iniciativa importante e interessante. E se tentássemos o mesmo aqui no Concelho do Seixal??
Porque não?
Mas teria sempre de ser em duas categorias:
- Em sentido restrito, ou seja, mesmo as sete maravilhas;
- E em sentido inverso, ou seja, algo que esteja muito pouco maravilhoso no Concelho do Seixal;

12/07/2007

Can I Live -

Muito pensei sobre qual deveria ser a minha primeira mensagem neste novo Blog. Depois, olhei para o nome do Blog, e tinha duas opções: ou um tema relativo ao Seixal ou uma homenagem à vida ...neste ano de 2007, só poderia ser este o tema inicial.

Um vídeo de uma pessoa que muitos esperavam que pensasse de outra forma.

Tema que diz tudo sobre a VIDA.