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17/10/2010

Infelizmente a Multiculturalidade não se impõe por decreto

Fica mais uma vez provado que não é fácil criar uma sociedade multicultural, e sobretudo no caso da Alemanha, sobre uma sociedade que tem uma matriz cultural muito forte.
Infelizmente, não se pode impor a multiculturalidade por decreto. Mas, por outro lado, também não se pode ter declarações de desistência, como estas da Chanceler Alemã, Angela Merkel.
É certo que o esforço tem de vir de todas as partes. Também sabemos que impor uma mudança cultural, a pessoas que se encontram na sua terra-pátria, é algo muito difícil e até pouco desejável. Temos de saber o que queremos atingir com a multiculturalidade, se uma aculturação, ou uma integração cultural, se outra coisa ainda.
Muitos dos comentadores desta notícia não fazem a mínima ideia dos programas financiados pela Alemanha e pela União Europeia para a Multiculturalidade.


Não se pode desistir, pois afinal, somos todos cidadãos do mesmo mundo.

15/09/2010

E até às famílias...

Como pai e encarregado de educação, acho que desde os meus três anos de idade que ninguém falava assim comigo!

13/05/2010

07/05/2010

Separação de Poderes

Graças a Deus existe separação de poderes em Portugal, no entanto, não deixa de ser algo escabroso o facto de uma ministra da educação ser condenada por desobediência. Que sinais esta conduta dá ao resto da sociedade?

Fica aqui um excerto da notícia retirado do jornal Público.

"A ministra da Educação, Isabel Alçada, foi hoje condenada por desobediência ao tribunal pelo facto de o Ministério da Educação (ME) não ter ainda suspendido os efeitos da avaliação no concurso para professores contratados, anunciou a Fenprof. O ME, via gabinete de imprensa, indicou ao PÚBLICO que "vai recorrer da decisão" do tribunal de Beja de suspender os efeitos da avaliação no concurso." in Público

02/03/2010

Os professores sentem-se traídos pelos sindicatos

A grande maioria dos professores sente-se traída pelo seus sindicatos.
A grande maioria dos professores não se sente bem representada pelos sindicatos.
A grande maioria dos professores, como tal, não irá participar em acções levadas a efeito pelos que assinaram o acordo com o ministério da educação deixando de fora aspectos importantes como a contagem integral do tempo de serviço e a transição de estatutos, que prejudica de sobremaneira umas grandes dezenas de milhares de professores que se encontravam na 1.ºmetade da carreira docente.

Quando os sindicatos mandaram às malvas a exigência da contagem integral do tempo de serviço, pois isso não afecta os docentes mais antigos, perderam a confiança dos professores.

Ao contrário dos sindicatos, os professores não têm receio da avaliação.
Ao contrário do que os sindicatos quiseram fazer passar, os professores não têm receio de trabalhar.

Os professores apenas querem aquilo que qualquer trabalhador quer que é respeito, que é ter o seu tempo de serviço integralmente contado.

Os sindicatos defendem mal os direitos dos professores.

30/12/2009

Anos de Trabalho que o ME não quer contar

Mais uma vez o conflito entre o Ministério da Educação e dos professores parece eminente. Novamente o Estatuto da Carreira Docente.

O que o público menos dentro da questão não sabe, não se apercebe é que separa os professores do ME.

Neste momento essencialmente duas coisas:

a) a forma de avaliação, os professores querem uma avaliação que não seja meramente administrativa e castrativa , mas sim uma avaliação construtiva de uma escola melhor, e

b) a contagem de todo o tempo de serviço, ou seja, a contagem efectiva de todo o tempo de trabalho do professor ( e não estamos a falar do tempo de congelamento).
Passo a exemplificar: como o governo quer que um professor com 12 anos de serviço poder ter mais de quatro anos não contabilizados para a carreira e com isso ser inserido no 2.º escalão. Tendo em conta que o 1.º escalão e o segundo são oito anos então temos um gravíssimo atentado aos direitos laborais dos trabalhadores.

O meu conselho, como jurista, só pode ser um:
caso o ministério da Educação não reconheça todo o tempo de serviço de um docente, caso insista em criar situações de manifesta injustiça, não observando o príncipio da igualdade, pondo em causa, a dignidade da classe docente, os docentes podem recorrer aos tribunais competentes. E podem-no fazer até instâncias comunitárias. Estão postos em causa direitos fundamentais da pessoas humana.


Retirei um comentário de um leitor do Jornal Público que achei que merecia destaque:

"Antes de mais não sou professor. Aos professores desculpem o meu português macarrónico. Mas tenho filhos na escola e não quero ver os professores desmotivados e indignados com o estado a que chegou o ensino público em Portugal. Os professores têm razão: uma avaliação que apenas procura criar divisões na carreira não produz bons resultados. Ninguém é Muito Bom ou Excelente sozinho. Por experiência com a realidade da escola, os professores trabalham em equipa: entre pares, direcção, auxiliares e pais. O Sr. Albino Almeida há muito que devia estar ciente disso em nome dos interesses dos pais, dos alunos e da escola pública. Aos professores apelo que mantenham a serenidade porque os nossos filhos não têm culpa da más políticas deste desgoverno." Tomé Campos Sousa, Cascais. 30.12.2009 12:40


Atenção: O PSD TEM DE HONRAR A SUA PALAVRA

29/12/2009

A Comunicação Social que Temos...

Alguns apontamentos ao chamado quarto poder, o poder da comunicação social, nomeadamente quando este poder esquece rapidamente alguns assuntos, ou é deliberadamente parcial, mas sem antes ter feito qualquer declaração de intenções.

Algumas chamadas de atenção de outros bloguistas:


O Andarilho: A RTP que nos envergonha

"Ligo a TV e deparo-me com uma reportagem laudatória ao regime de Angola na mui nobre e oficiosa RTP , a propósito da inauguração de um estádio de futebol .Sobre o adiamento sucessivo das eleições presidenciais ou de como a "Empreendedora " Isabel dos Santos arranjou Ma$$a para comprar metade de Portugal , nem uma palavra do correspondente da RTP em Angola , o Paulo Catarro do Futebol.É a RTP de todos nós ..que nos envergonha."


31 da Armada: arqueologia

"José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes vão hoje ser ouvidos pela ERC sobre as alegadas pressões do governo à TVI. Estas audições podem influenciar fortemente o resultado das eleições legislativas de 2013."


Portugal dos Pequeninos: OFENSIVAS

"Mário Crespo: «A Igreja lançou mais uma ofensiva contra o casamento entre homossexuais...». O jornal até estava a correr bem, para quê esta bojarda? O Mário também pertence ao vasto clube de crédulos que esperam ver um dia o Papa a lançar preservativos coloridos das janelas do Vaticano? Ou a Igreja a renegar dois mil anos de história? A haver "ofensivas", diga lá, Mário, de onde é que elas brotam? De onde?"


Pequenas críticas, pequenos reparos a conteúdos algo tendenciosos e parciais, seja propositadamente, seja por ignorância.

Exemplo acabado é o título da notícia sobre a negociação entre ME e os professores do jornal Público, claramente tendenciosa: Professores querem mais cedências para aceitar acordo .

Tentam passar a imagem dos professores como querendo sempre mais privilégios.
Não se trata disso. Não se trata apenas de quotas.
Trata-se tão só de lutarem para não serem espoliados de anos de serviço (e não me refiro aos anos de congelamento). Anos que trabalharam e não lhes contam em nada para progressão.
Existem dezenas de milhares de docentes com vários anos de serviço, já no quadro, mas não contabilizados, que sucedeu com a alteração do ECD e a criação da divisão de carreiras e para além do que estiveram congelados.

"É pelo exposto que, e em alternativa à proposta apresentada pelo Ministério da Educação, a FNE propõe que o princípio a observar para a transição para a nova carreira que vier a ser estabelecida seja feita para o escalão correspondente à totalidade do tempo de serviço prestado e classificado com menção que permita a sua contabilização." FNE

Será assim tão injusto?

Não haverá dinheiro bem mais mal gasto?

Não haverá dinheiro completamente desperdiçado?



14/12/2009

'Afterschool' Trailer

Aluno numa escola de elite dos EUA, Robert filma acidentalmente a morte por overdose de duas colegas suas. O filme torna-se no tema de um projecto criado pela direcção da escola para motivar um luto colectivo. Mas o projecto vai ter um efeito perverso.

23/11/2009

Sermão da Montanha ou Parábola do Professor



Sermão da Montanha ou Parábola do Professor (recebido por mail)

Naquele tempo, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Depois, tomando a palavra, ensinou-os dizendo:

- Em verdade vos digo:
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...

Pedro interrompeu:
-Temos que aprender isso de cor?

André disse:
- Temos que copiá-lo para o caderno?

Tiago perguntou:
- Vamos ter teste sobre isso?

Filipe lamentou-se:
- Não trouxe o papiro-diário.

Bartolomeu quis saber:
- Temos de tirar apontamentos?

João levantou a mão:
- Posso ir à casa de banho?

Judas exclamou:
- Para que é que serve isto tudo?

Tomé inquietou-se:
- Há fórmulas, vamos resolver problemas?

Tadeu reclamou:
- Mas porque é que não nos dás a sebenta e pronto!?

Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus cretinos, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele, dizendo:
- Onde está a tua planificação?
- Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada?
- E a avaliação diagnóstica?
- E a avaliação institucional?
- Quais são as tuas expectativas de sucesso?
- Tendes para a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão?
- Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos conhecimentos prévios?
- Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem?
- Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo? E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais?
- Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes?
- Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleos generativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?

Caifás, o pior de todos, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás notificado em devido tempo pela via mais adequada. E vê lá se reprovas alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva....

E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos...

(Autor desconhecido)

29/07/2009

A Educação e o Futebol - A Inveja é uma ...

A Educação tal como o futebol são duas áreas que os portugueses são especialistas. Sim especialistas. Todos. Sem praticamente qualquer excepção.

Senão vejamos:
Todos somos óptimos treinadores de bancada.
Todos percebemos de educação.
Mas, depois, nem nos matraquilhos ganhamos.
Mas, depois, nem os nosso filhos queremos aturar.
No entanto, continuamos especialistas.

Só há uma matéria em que somos melhores, do que nas duas anteriormente mencionadas. Na inveja. Sim, achamos sempre que para além de percebermos muito de futebol e de educação, que aqueles que ganham dinheiro com essas actividades são demasiado bem pagos.
Sempre demasiado bem pagos. Seja no futebol, seja na Educação.

Mesmo, que no caso dos professores, estes tenham viajado por meio país, durante cerca de quinze anos, e ainda tenham de assinar um contrato anual, e isto, caso tenha sorte de o ter.

Se me permitem, só mais uma coisinha. Muitos dos nossos, "malditos sobre-remunerados" professores, têm mais habilitações do que certos ministros; têm mais habilitações e são mais competentes do que certos administradores de bancos ou caixas.

Para os que dizem que os professores querem estragar mais um ano lectivo, só lhes posso deixar uma frase: " A Inveja é uma MERDA".

27/07/2009

Lamentável intransigência do Ministério da Educação

Mais uma vez, os professores são confrontados com uma lamentável intransigência por parte do Ministério da Educação, no que diz a uma revisão do Estatuto da Carreira Docente.

Mais uma vez os sindicatos prometem endurecer a luta.

Mais uma vez os professores terão de mostrar a sua força, não só em acções sindicais, mas sobretudo nas urnas, no sufrágio eleitoral, mostrando a sua disposição para com as "piadas" sobre a política de educação deste primeiro-ministro.

Desta vez terá de ser mostrado um cartão vermelho a esta política de educação.

Terá de ser mostrado um cartão vermelho ao Partido Socialista, não só ao governo, mas também aos políticos locais que tentam minorar o movimento dos professores na luta pelos seus direitos.

Mas não serão apenas os professores: funcionários públicos, desempregados, magistrados, notários, advogados, médicos, polícias, etc. Todos irão mostrar o seu desagrado pela forma como o PS tem actuado.

Um verdadeiro cartão vermelho às promessas deste governo.

20/07/2009

Peço desculpa em insistir

Peço desculpa em insistir, mas não percebo toda esta pressão por parte dos sindicatos no que diz respeito à avaliação, e o seu silêncio no que diz às reivindicações dos professores no que diz respeito a questões como o ECD e eventual passagem de quadro de nomeação definitiva para contratados.

Fala-se demasiado da avaliação. Os sindicatos falam demasiado da avaliação. Claro erro de palmatória. Transmite uma péssima imagem da classe docente, transmite a ideia que não querem ser avaliados.

Fala-se demasiado da avaliação quando o verdadeiro atentado foi a revisão do Estatuto da Carreira Docente.
Um estatuto que foi elaborado com um único objectivo: o de economizar prejudicando, enormemente, os docentes e as suas famílias.
Essa sim deveria ser a verdadeira luta de todos os professores.

Mais, a vergonha completa foi este último concurso docente em que entraram no quadro cerca de 400 professores. Isso sim é um escândalo de lesa-pátria. Um facto que em última instância irá prejudicar os alunos.

Por último, a questão da Lei 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, em que as escolas começaram a notificar os professores de que transitaram para a modalidade de contrato individual de trabalho em funções públicas. Desta forma cessa unilateralmente o vínculo de nomeação como funcionário público.
Para já está suspensa, mas assim que as eleições passarem. Sobre isto nada?

07/07/2009

Uma Frase para mais tarde recordar - a razão do descontentamento dos professores

A Ministra da Educação responsabiliza os meios de comunicação social pela menor aplicação dos alunos e consequente abaixamento nos resultados do 12.º ano, nomeadamente a Matemática:

"o que, segundo a ministra, se deve à difusão, pela comunicação social, “da ideia de que os exames eram fáceis”. in Público

Esta declaração deve ser recordada, lembrada, na posterioridade. É algo que deixa o comum dos mortais boquiaberto.
Uma Ministra da Educação, desculpabilizar-se, escudando-se, responsabilizando os meios de comunicação social... é algo inédito.

Algo para mais tarde recordar.

Mais comentários para quê? Foi esta senhora que durante quatro anos comandou os destinos da Educação em Portugal. Consegue-se agora bem perceber a razão dos professores.

25/06/2009

Falta de educação

Mais uma vez, o ME dá por terminadas as "negociações" com os sindicatos de professores, quase de forma unilateral.
Mais uma vez, o essencial não é resolvido.
Mais uma vez, a um mês do final do ano lectivo, não se sabe qual o modelo de avaliação a aplicar.
Mais uma vez, o autismo prevaleceu.
Mais uma vez, uma vez os professores continuam a navegar em águas turbulentas.
Mais uma vez, a educação está em crise.
Mais uma vez, se tentou uma revolução na educação contra os professores.
Mais uma vez, os critérios economicistas falaram mais lado ao manter a distinção entre professores.
Mais uma vez...