Uma amiga minha relembrou-me este poema de Miguel Torga.
Não sei quantos seremos, mas que importa?!
Um só que fosse, e já valia a pena
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!
Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.
E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.
Miguel Torga, /Câmara Ardente
25 de Abril, sempre. Mas mesmo sempre.
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*Nesta data, este ano mais do que nunca, há sempre quem nos lembre – e bem
– que não podemos dar a liberdade e a democracia como algo garantido para
t...
Há 1 hora
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