Uma amiga minha relembrou-me este poema de Miguel Torga.
Não sei quantos seremos, mas que importa?!
Um só que fosse, e já valia a pena
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!
Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.
E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.
Miguel Torga, /Câmara Ardente
Os verdadeiros artistas
-
*Gastar dinheiro à tripa forra constitui um dos atributos de quase todos os
políticos. Se fosse o dinheiro deles, o que lhe sai do lombo, não viria mal
...
Há 14 horas
Sem comentários:
Enviar um comentário